A banda PLUMA anunciou o lançamento de “Não Leve a Mal”, o single que intitula seu novo álbum de estúdio. Incorporando elementos de R&B e pop, a nova faixa originalmente fazia parte de outra música do álbum, chamada “Quando Eu Tô Perto”. Durante o processo de composição, a banda nomeou o single como “Arlo Parks”, usando a sonoridade da artista britânica como referência para os timbres de baixo, bateria e teclado. Mas inspirada por diferentes influências musicais da PLUMA (Radiohead, Céu, Billie Eilish, Steve Lacy) “Não Leve a Mal” serve como um desabafo.
“Pensei em dizer, mas não saiu / Não sei mais escolher o melhor jeito / Ou é medo de não ter o que falar”, Reis confessa enquanto a instrumentação meticulosa sustenta os vocais. Parece um alívio quando ela recebe a resposta que procurava. “Não Leve a Mal” continua no mesmo caminho desequilibrado do single anterior com um sintetizador gotejante e camadas vocais irregulares, mas harmônicas. Entretanto, a separação parece necessária, mas não iminente, já que ninguém está infeliz o suficiente para realmente ir embora – ou Marina Reis foi tão derrotada pelas circunstâncias que a cercam que não têm confiança para acreditar que as coisas podem ser melhores por conta própria. E, apesar do fundo surpreendentemente saltitante e melódico da canção, sua voz permite que você saiba que, como o título, é um insulto cortante ou um desejo que nunca será realizado: muita coisa pode estar acontecendo, mas não a leve a mal.
